Bem pertinho do Boteco do Pedro (citado no post anterior), na própria Gomes Freire, está o Armazém Senado. No toldo, a data de inauguração, 1907, já nos prepara para a viagem temporal que se tem ao adentrar no recinto. Claro que temos que abstrair o aparelho de TV modernoso, as geladeiras de cerveja e a estufa de salgados.Tirando isso, a sensação é de estar em pleno início do século passado, ainda mais diante do balcão de mármore carrara, o pé direito altíssimo e as prateleiras de madeira escura preenchidas por bebidas até o teto. E também pelo curioso fato de que o armazém segue sendo um armazém. Pode-se comprar óleo, leite em pó, detergente e até vassoura. O local nem cozinha tem (afinal, é um armazém,oras!). Então, para acompanhar a cerveja ou a (grande) variedade de cachaças (ainda mais em dia de samba!) são servidos frios, azeitonas, salaminhos etc. Mas para quem quer algo menos "frio", há uma única e ótima opção: uma empada caseira daquelas de antigamente (será que em 1907 já existia?). E é justamente o que me puxa para lá quando estou de passagem pela lapa. Lembram as empadas da minha infância, que nada tem a ver com as vendidas nas lojas especializadas em empadas dos tempos atuais, com franquias espalhadas pela cidades. São apenas dois sabores, frango e palmito, e assim como acontecia quando era criança também deixam meu queixo todo esfarelado e com uma vontade incontrolável de comer mais uma.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Armazem Senado - de volta ao passado!
Bem pertinho do Boteco do Pedro (citado no post anterior), na própria Gomes Freire, está o Armazém Senado. No toldo, a data de inauguração, 1907, já nos prepara para a viagem temporal que se tem ao adentrar no recinto. Claro que temos que abstrair o aparelho de TV modernoso, as geladeiras de cerveja e a estufa de salgados.Tirando isso, a sensação é de estar em pleno início do século passado, ainda mais diante do balcão de mármore carrara, o pé direito altíssimo e as prateleiras de madeira escura preenchidas por bebidas até o teto. E também pelo curioso fato de que o armazém segue sendo um armazém. Pode-se comprar óleo, leite em pó, detergente e até vassoura. O local nem cozinha tem (afinal, é um armazém,oras!). Então, para acompanhar a cerveja ou a (grande) variedade de cachaças (ainda mais em dia de samba!) são servidos frios, azeitonas, salaminhos etc. Mas para quem quer algo menos "frio", há uma única e ótima opção: uma empada caseira daquelas de antigamente (será que em 1907 já existia?). E é justamente o que me puxa para lá quando estou de passagem pela lapa. Lembram as empadas da minha infância, que nada tem a ver com as vendidas nas lojas especializadas em empadas dos tempos atuais, com franquias espalhadas pela cidades. São apenas dois sabores, frango e palmito, e assim como acontecia quando era criança também deixam meu queixo todo esfarelado e com uma vontade incontrolável de comer mais uma.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Provarei essas duas empadas certamente. Gracias Mariana por mais uma excelente dica dos escondidos e tradicionais bares e afins cariocas.
ResponderExcluir