quinta-feira, 30 de junho de 2016

Comida e afeto

Perguntei à menina Nathália qual o prato que ela mais gostava, ela respondeu de pronto: macarrão com "galinha-da-minha-avó". Nessa resposta sincera de criança fica fácil de entender a  profunda relação que existe entre comida e afeto. Muitas vezes superestima-se o gosto de um alimento pelo fato dele remeter a uma época boa da vida. O escritor francês Marcel Proust faz isso de forma magistral em seu livro Em busca do tempo perdido, no qual ao provar, já adulto, um dos bolinhos de sua infância, as famosas Madeleines, revisitava todo o seu passado.
Essa experiência afetiva-gastronômica também pode estar além do nosso tempo de meninice, do almoço em família e das gostosura preparadas pela avó. Quem não tem aquele aquele cantinho da cidade que serve um petisco de gosto sem igual? Pode ser um doce, um salgado, uma refeição, uma bebida, um sanduíche que só existe naquele restaurante perto do trabalho, no boteco da esquina ou mesmo no ambulante da praça.
Nossa intenção é fazer desse blog um espaço para compartilhar essa experiência de sabor e afeto que a cidade nos traz. Um guia gastronômico no qual estão os espaços que têm aquele prato irresistível (para nós), mesmo que o lugar não seja uma unanimidade, não seja famoso, não seja caro nem elegante. Ou mesmo que seja tudo isso. O importante é  a sensação boa que nos traz quando comemos aquela comida que só eles conseguem fazer!
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